Há dores que o tempo não cura…
Apenas ensina a viver
com elas.
A saudade é uma dessas dores,
ela não grita, mas fala baixinho todos os dias
dentro da gente.
Muitos hoje levam flores,
acendem velas e choram diante de túmulos…
Mas o verdadeiro amor se prova em vida.
É no “como vai?”, no abraço demorado,
no “precisa de mim?”,
no “te amo” dito sem cerimônia.
Porque depois que o silêncio chega,
as palavras que não foram ditas ecoam dentro da alma.
A Bíblia diz:
“Ensina-nos a contar os nossos dias,
de tal maneira que
alcancemos coração sábio.”
Salmo 90:12
Valorizar em vida é sabedoria.
Porque o amor que não é demonstrado, vira culpa;
e o carinho que não é dado, vira arrependimento.
Hoje, ao lembrar de quem partiu, não é pecado chorar
mas que esse choro gere gratidão.
Gratidão pelos momentos, pelos risos, pelas orações,
pelos conselhos e até
pelos silêncios.
Cada lembrança é um pedaço eterno do amor
que Deus permitiu que
vivêssemos.
E se o teu coração ainda sangra pela ausência,
(assim como o meu sangra de saudade e pela ausência da minha mamãe,
que ainda não consigo falar sem chorar) lembra-te:
quem parte em Cristo nunca está longe.
Eles apenas dormem no colo de um Deus que promete:
“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que
morra, viverá.”
João 11:25
Então hoje, não apenas flores no túmulo
mas orações sinceras e decisões novas:
valorizar mais, amar melhor, perdoar antes, abraçar sem medo.
Porque amanhã pode ser tarde demais.
A saudade não é sinal de fraqueza.
É o lembrete de que o amor foi verdadeiro.
Por Magda Silva
Cristã Evangélica, Professora e Mentora,
Psicopedagoga e Psicoterapeuta Especialista em Neuropsicologia e Problemas de
Aprendizagem,
Analista Comportamental com foco em Orientação Profissional.
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